Páginas

01 abril 2009

a força da chuva

Chove, deparei-me com um caminho estranho, à medida que ascendo, vertiginosamente ou não, água vai-se afastando de mim, certamente, com receio. Mas talvez o acontecimento certo seja mesmo o oposto deste, sem dúvida serei eu a possuir o medo e a repelir a água.
Terá pois chegado o dito momento em que percorremos linhas paralelas, em que a água não ousa tocar-me, nem a chuva o faz, há algo a proteger-me dela, sem eu o ter pedido. Anseio por uma intersecção de caminhos.
Quero que naquele ponto comum a água me toque e então eu possa absorvê-la (por completo), naquele ponto de olhar nos olhos e clarificar sentimentos, o mesmo ponto em que os nossos caminhos se tornam paralelos coincidentes. (…)
(...) A água, a água continua a afastar-se, a chuva nem me toca, os caminhos ainda são os mesmos, estritamente paralelos.

Tudo muda, tudo se mantém, a luta e a força ficam, juro que ficam.

[uma pequena mudança para mais sentido fazer(a)]

2 comentários:

  1. Escreves tão bem meu amor :D
    gosto tanto dos teus textos

    +.+

    ResponderEliminar
  2. és tu que escreves isto lindinha?
    Márcia

    ResponderEliminar

obrigada (a)