«(...)- E qual é o problema de estar com a cabeça na Lua?
-Não te trás nada benéfico...
-Isso não é verdade!
(...)
Adormeci.
Recordei subitamente o diálogo, e senti saudades de lá ir. Nem cinco minutos tinham passado, e já eu estava a a caminho da (minha) Lua.
Cheguei, aconcheguei-me, estava em casa. Deixei envolver-me pelo ar frio mas tão sereno, pelo céu tempestuoso mas tão acolhedor... Esqueci tudo o que é concreto lá em baixo, foquei-me no abstracto da Lua. Caminhei, não sei bem quanto tempo, à medida que desenhava circunferências, o emaranhado da mente desaparecia.
Acordei.
Sentia-me leve, tão leve, que fui, fiquei, ainda não voltei. A lua também precisa de companhia de vez em quando.»
A autora prefere manter o anonimato
o mal que tem é o não ser realidade....
ResponderEliminarpor isso faz da tua lua uma realidade ;P